sexta-feira, 24 de abril de 2009

UM DIA UM ADEUS

Rasguei os planos, os sonhos e as ilusões em mim. Fugi da realidade arrancando páginas inteiras da minha vida. Visitei lugares proibidos e degustei os mais variados sabores de saudade. Presenciei o desaparecimento de vidas inteiras e deixei pra sempre a estação paraíso. Já corri demais. Hoje, permaneço imóvel no mesmo lugar... no mesmo olhar. Os segundos a mais, são momentos a menos e os dias acabam por se tornar uma verdadeira roleta russa.

As lágrimas deixaram marcas que o tempo se encarrega de curar. Tempo este, que insiste em me doar os sinais físicos de que a vida passa. E passa depressa.
Minha herança? Meu sorriso, minha alegria. Meu pedido? Não me esqueça. Meu desejo? Seja feliz. Meu maior orgulho? Você ter feito parte da minha vida.

Esperanças não morrem assim.

Ainda é cedo pra dizer adeus, mas nunca é tarde demais...

Obs: Esse texto é para todas as pessoas que o lerem. Interpretem como quiserem!

= )

Bruna Redoschi.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nada de Novo

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta. Ele toca. São 6:00h da manhã. Um salto da cama direto pro chuveiro. Abre, abre, abre. Molha o cabelo. Shampoo, condicionador, espuma no corpo inteiro. Enxágua. Fecha, fecha, fecha. Seca o corpo, veste a roupa, penteia o cabelo. Escova os dentes, coloca o brinco, a pulseira e o escapulário. Ahh, não pode esquecer o sapato. Pega a bolsa, as chaves e o celular. Desce as escadas correndo. 7:20h. Atrasada. Dirige, dirige, dirige. Estacionamento e subo a ladeira correndo. Clínica. Final do seminário e finalmente começa o dia. Paciente 1, 2, 3 e 4. Meio dia. Evolução do prontuário dos pacientes. 13:00h. Chego em casa. Almoço pronto. Barriga cheia, computador ligado, TCC. Escreve, escreve, escreve. Passa o dia. Conversa vai, conversa vem no msn. Chega a noite. Jantar, banho e sonhar com os anjos.

Todos os dias a mesmice de sempre. Nada de novo. Nenhuma briga, nenhuma novidade, nenhuma surpresa. A única coisa que se difere de um dia para o outro é o noticiário do Datena. Um dia assalto, outro seqüestro, incêndio na fábrica ou na favela, e a população protestando contra as enchentes.

Assim passa um dia, outro e mais outro...

Sem perceber chega o final do ano e começa tudo de novo!

Bruna Redoschi.

sábado, 18 de abril de 2009

Sinto sua Falta

Hoje chorei pensando em você.

Pensando nos momentos que não vivemos, nas broncas e conselhos que você não me deu, nos dias felizes que não passamos juntos, nas conquistas da minha vida que você não participou, nas festinhas da escola que você não foi, no presente e no parabéns que você não me deu.
Cheguei a imaginar o que você teria me dito quando comecei a namorar, quando passei no vestibular, quando tirei habilitação, quando cheguei em casa as 5 da manhã, quando fui morar fora do país por um mês e quando disse que iria casar!
Tantas coisas que não fizemos, não dissemos e não mostramos um para o outro. Tantos planos que você tinha para o futuro, o seu e o meu, que ficaram por se realizar. Tantos lugares que com certeza você queria me levar, e outros mais que conheceríamos juntos.

Sinto sua falta, todos os dias e em todos os momentos.

Papai do céu, sei que tudo o que o senhor faz, é de alguma maneira, para o nosso bem ou para nos ensinar algo na vida. Lhe peço apenas uma coisa: que cuide bem deste meu outro pai que está com o senhor, e que vocês continuem olhando por mim... sempre!!!

AMÉM!

Bruna Redoschi

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Versões

Sim, você é importante. Percebi hoje o quanto podemos gostar de uma pessoa mesmo sem conhecê-la a muito tempo. Acho justo colocar isso por escrito pra nunca mais ser esquecido. Mais que justo, acho justíssimoooo!!! Há tempos não conhecia alguém assim, tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente de mim. Sexo masculino x sexo feminino, 1,84 x 1,70, corpo atlético x corpo mediano, leão x escorpião, tatuagem x medo de agulha, comunicação x saúde, Corinthians x São Paulo. Rsrsrs... Muuuito diferentes, mas muuuito parecidos. Paixão pela música e pela arte, desejo de estar no degrau mais alto do podium da vida, caminhos difíceis porém não impossíveis, olhar atento, afinidade com a escrita, viagens no pensamento e escapulário no peito a espera do amanhã.

Dois 50%..... = 100%!!!!

Obrigado versão masculina.

Bruna Redoschi.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Em busca do eu

Fui alvo de intrigas, brigas e discussões.
Fui querida por muitos e odiada por outros tantos.
Já estive nos corações, nos sonhos, nas lembranças e nas orações.
Já se preocuparam comigo e não quiseram me ver nem pintada de ouro.
Já fui lembrada no natal, na páscoa e no aniversário, mas também já fui esquecida por 365 dias. Fui jogada pra escanteio e recrutada em outro jogo.
Já fui a amiga, a ficante, a irmã de coração e a prima distante.
Fui a esperança e a desilusão, o amor eterno e os pedaços do coração.
Fui a mão estendida e o ombro amigo, mas também fui o buraco fundo no chão.
Já fui o mundo e o nada também...

Agora, busco em uma caminhada infinita o que realmente sou.... pra mim, e pra todos.


Bruna Redoschi.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O trimmm do celular

Como é agonizante esperar o toque do telefone. Mais ainda quando ele finalmente vem, mas não é quem esperávamos. Passar o dia inteiro pensando... será que vai ligar? E a cada dez minutos olhar o visor do celular pra verificar se ainda há sinal. Pior, ficar vários minutos em frente ao espelho ensaiando o que falar, como dizer, qual será o tom da risada... Bobagem, nada disso ensaiado é o que agente acaba falando na hora. O nervosismo toma conta, agente gagueja, dá um branco! A ligação que era pra durar hoooooras pelas suas contas e quantidade de assunto em mente, acaba durando apenas alguns instantes. O coração dispara, as mãos tremem e soam frio, a voz sai horrível e agente sempre acaba falando alguma coisa que quando terminamos de dizer, pensamos: “de onde eu tirei isso...???”.

Não gosto das frases pré determinadas, do texto ensaiado vírgula por vírgula com pausa pra respiração. Gosto da espontaneidade, de dizer o que vem na cabeça e no coração a qualquer hora e seja pra quem for. Ver a reação do outro ao ouvir algo inesperado, e perceber a minha própria reação ao tomar consciência do que disse.
Já está tarde... a ligação ainda não veio. Mas nunca deixo de acreditar no toque do celular.

Bruna Redoschi

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Estar Só

Se eu pudesse, neste exato momento, escolher o que ser e onde estar, escolheria ser ninguém em lugar algum. Estar longe de todos os barulhos e ruídos, de todas as pessoas e animais. Estar só. Sentada em um banco envolta de idéias e pensamentos, de sonhos a serem realizados. Estar com o pensamento distante, nem no passado e muito menos no que há por vir. Quero o silêncio, a calmaria, a paz de espírito de que todos falam. Poder sorrir sem ser questionada da minha alegria, e talvez chorar, sim, chorar mesmo sem um motivo aparente. Sentir a sensação do vento gelado no rosto misturado com o calor do sol que reflete em meus olhos. Ver o tempo passar, e passar bem devagar... Estar distante das obrigações, das satisfações a serem dadas, das perguntas, das respostas que tanto quero ouvir mas que a sensação de medo me impede. Alegria, tristeza, medo, insegurança, felicidade, amor, amizade, carinho e afeição... são sentimentos que se misturam em um grande caldeirão de emoções dentro do meu coração, e que se tornam indecifráveis na sua individualidade. Não faço a menor idéia se isso faz algum sentido, mas com certeza neste momento, não possuo sentido algum.
Bruna Redoschi

domingo, 5 de abril de 2009

Invenção

Eu sei. As coisas nem sempre são como gostaríamos que fosse. Não podemos ter tudo o que queremos, e também não podemos ser tudo o que gostaríamos. Isso porque o tempo é curto demais para todas as nossas vontades. Vinte e quatro horas. O que é isso pra quem tem que ir pra faculdade, trabalhar, fazer os trabalhos da facul, estudar para as provas e ainda arranjar tempo pra namorar, sair com os amigos, tomar banho, fazer as unhas, cortar o cabelo, comer, beber, usar o banheiro... Sempre parece que não temos tempo pra nada. Que o nosso dia, nossa semana, nosso mês e até mesmo nosso ano, está lotado de obrigações do dia a dia. Tem gente que reclama, outras, agradecem por terem seus dias ocupados sempre. Eu? Não reclamo, não. Gosto da vida corrida, da adrenalina. Gosto de ter sempre o que fazer. Mas não basta ter apenas o que fazer. Tem que haver alguém com quem fazer. Já pensou se tivéssemos que fazer tudo sozinhos? Que chatice!!! Não ter companhia para ir ao shopping, ao teatro, ao barzinho. Não ter com quem conversar, desabafar, tomar um café da tarde, ir a pizzaria, comentar sobre um filme recém assistido. Seria chato, monótono, triste. Triste por não ter com quem dividir a vida. Há muitos e muitos anos atrás, alguém pensou sobre isso... e então, inventou o Amigo!!!
Bruna Redoschi

Amor e Amizade... Juntos de Mãos Dadas

Perguntei a um sábio,a diferença que havia entre amor e amizade, ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas, a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.
O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira.
Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.

William Shakespeare

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Simples Assim

Agradeço a você...
por fazer a minha barriga doer de tanto rir,
por me dizer que estou errada quando meus olhos só enxergam meu orgulho,
por enxugar minhas lágrimas quando penso não ter mais concerto pro meu coração,
pelas palavras doces acompanhadas do afago nos cabelos,
pelos momentos de alegria que jamais se apagarão,
pelo café quentinho na manhã seguinte da balada,
pelo sorriso sincero quando brinco de dizer verdades,
pelo abraço apertado quando penso estar sozinha,
pelo banho de champanhe nas minhas conquistas,
pela mão estendida quando estou diminuída,
por me olhar nos olhos e não sentir vergonha disso,
por andar ao meu lado por toda a minha vida,
por me seguir diante da despedida,
por me ligar apenas pra dizer bom dia,
por perguntar: como foi seu dia?

Bruna Redoschi

quinta-feira, 2 de abril de 2009

EU

Sou a menina do cabelo comprido,
do sorriso sem jeito,
do olhar mais distante,
da coragem sem medo.

Das frases sem nexo,
das piadas sem graça,
do andar esquisito,
das pernas tão magras.

Dos lábios macios,
do abraço apertado,
do carinho gentil,
do choro dobrado.

Da verdade infinita,
da palavra espontânea,
da sinceridade bem dita,
da atitude insana.

Sou a menina mulher,
que ainda não sabe o que quer,
mas que com o sorriso na cara,
enfrenta qualquer batalha.

Bruna Redoschi.

Talvez sim... talvez NÃO

NÃO. Quem inventou essa palavra tão pessimista e ao mesmo tempo tão usadas pra tudo e por todos? Desde pequenos ouvimos essa palavra que aliás é uma das primeiras que aprendemos a falar. Filho, não pode mexer aí. Não xingue seu irmão. Não brigue com a sua prima. Agora não. Hoje não. Eu já disse que NÃO!!! Essa palavra que é tão usada para educar as crianças, na infância, acaba servindo mais tarde para fragilizar a nós mesmos, para nos rebaixar, nos subestimar... eu não posso, não consigo, não sou capaz, não dou conta, não sirvo pra isso. Por que não? Estamos tão acostumados a ser sempre tão negativos com tudo... com as pessoas, com as situações, com o dia, com o futuro. Algumas vezes reprovamos alguém que acabamos de conhecer, mesmo sem conhecê-la direito. Quantas vezes já fomos a um lugar e nos apresentaram a alguém que NÃO gostamos logo de cara? A desculpa sempre é: o santo NÃO bateu. Quantas vezes já ficamos sabendo que um conhecido está hospitalizado por um motivo incomum e a primeira coisa que vem no pensamento é: NÃO vai sobreviver. Quantas noites vimos o céu meio avermelhado e dissemos: amanhã NÃO fará sol. Quantas outras vezes já subestimamos o futuro dizendo: NÃO chegarei a essa idade.
Por que as pessoas tem sempre que nos dizer o que NÃO podemos fazer, ou dizer, ou pensar... Por que NÃO podemos ser isso ou aquilo? Por que temos que escolher um só e NÃO podemos escolher tudo? Por que NÃO podemos fugir das regras impostas pela sociedade sobre o certo e o errado?

Talvez isso tudo NÃO faça nenhum sentido... talvez SIM!
Bruna Redoschi

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ELE: O personagem principal

Vejo nele um rostinho bonito, um andar elegante, um olhar meio tímido e um sorriso brilhante. Vejo a simplicidade dos gestos, a beleza das formas, a riqueza das palavras... Mais do que isso, vejo a coragem de enfrentar com a vontade de vencer sem medo de errar! Vejo um guerreiro caminhando em busca de seus sonhos, ganhando batalhas algumas vezes, outras não, porém sempre levantando de suas quedas com a cabeça erguida e com o olhar fixo no horizonte, sempre com a certeza de que um dia ganhará essa guerra. Vejo nele um médico, um engenheiro, um eletricista, um gari, um palhaço, um aviador... vejo ele!!! Vejo ele por de trás da maquiagem, do figurino, da máscara... do personagem. Vejo ele assim como ele é, quando se fecham as cortinas... com sentimentos, vontades, desejos, angústias, medos, alegrias e tristezas.
Afinal, esse é um personagem que ele nunca deixará de ser, mesmo depois que o espetáculo acabar e as cortinas se fecharem!!!

Bruna Redoschi