terça-feira, 1 de setembro de 2009

Porque a vida é assim...

Não acredito mais em desejos de estrela cadente, nem mesmo em pedidos feitos pro mar. Me pego em alguns momentos planejando um destino que sei... não virá! Vou me apegando em detalhes de um conto inventando repleto de mentiras que quero muito acreditar. Em cada palavra que é dita tento extrair a essência que quero escutar, mas por mais que eu procure não consigo de forma alguma encontrar. Estar certa do que se quer não é o mesmo que conquistar... e como a vida ensinou, nem sempre tudo o que espera é o que vai alcançar! Caminho em linha reta de braços abertos buscando cair no abraço que parece nunca chegar e enquanto isso tropeço em ilusões que se perdem em mais um dia que não quer esperar. Tento laçar nas atitudes a brecha pra poder entrar, e embora decifre o sim pelo olhar, ainda é o talvez a predominar...

Bruna Redoschi

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Enfim... coisas!!!

Quero um dia a mais
Uma esperança apenas
Um pouco desse todo
Um tanto de esperteza
Bem mais que estrela em noite fria
Mais lenha pra essa fogueira
Um sol pra brilhar o dia
E mais um teco de certeza
Quero sonhos mais reais
E uma história que se inventa
O gosto bom dessa presença
E esse olhar que me atormenta
Quero o mate e o cobertor
E o abraço que me esquenta
Mais um dia que se vai
E esse dia que não chega...

Bruna Redoschi

domingo, 16 de agosto de 2009

Chance pra depois

O que você pensa quando me olha nos olhos e digo que não sei do futuro?
O que você diz sobre dar chances ao presente para que você se torne o presente maior?
Não sei muito da vida nem o que ela nos reserva pra depois, ou mesmo se reserva.
Eu quero começar de novo de uma maneira diferente e olhar com mais atenção... fale comigo, ande comigo, me diga... pra que eu possa tentar entender.
É tão obvio mas não consigo ver, está tão perto mas não sei o que quer dizer.
Não sei muito de você, nem mesmo sei de mim, mas é certo que quero aprender.
Não sei do hoje e tão pouco se haverá amanhã pra tentar, mas é fato que quero arriscar.
Talvez seja feito pra durar ou somente pra se aventurar, mas quem não gosta de jogar? Esperava por tanto tempo a chegada de um milagre que sabia não existir, mas me surpreendi.
E agora, o que vai dizer?
As mãos podem se juntar e os dedos se entrelaçar, mas será que quer apostar?
Quantas chances você já deu pro agora sem pensar no amanhã... quantas ainda pretende dar?

Bruna Redoschi

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Não mais que um dia

Tenho o direito de me sentir triste, eu me dou esse direito. Mas aprendi recentemente que a tristeza não compensa se persiste por mais de um dia. Ela nos afasta do mundo, transforma o céu aberto em grandes tempestades, nos torna hostil com quem acarinha nossa face, atrai rugas de expressão e suga nossa saúde, além de afastar de nós o bem mais precioso que podemos ofertar: o sorriso! Desse estranho sentimento que habita o coração de nobres mortais por tantas vezes durante nossa trajetória, podemos tirar proveito apenas de uma conseqüência que ele trás... aproxima de nós pessoas que se importam em nos ver felizes e que sofrem com nossas lágrimas mais do que podemos imaginar. Nos faz reviver pequenos gestos simples pouco valorizados no dia-a-dia... o abraço de corpo inteiro, o afago nos cabelos, o beijo carinhoso, o olhar acolhedor, o largo sorriso sincero decifrando felicidade.

Dos 365 dias, não me importo que um seja de tristeza... mas somente um. Não dar à tristeza a importância que ela pensa ter, é um novo lema.


“Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano, tava mais bôbo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok... Mas ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: Nêgo sinta-se feliz porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!...Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria...” (Telegrama, Zeca Baleiro).

Bruna Redoschi

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sinal Vermelho

Um sol escaldante, os vidros arregaçados e meu pulmão gritando por ar puro. Vermelho. Sinal vermelho para o enfileirado de carros e para meus pensamentos que há pouco foram interrompidos pela música no rádio. Quase que instantaneamente meus olhos avistaram vindo em minha direção um par de olhos claros envoltos por uma pele que trazia as marcas do tempo. Sua marcha talonante sustentada pela bengala improvisada, talvez tenha sido um mero detalhe naquele episódio que jamais será esquecido. Ao se aproximar do carro com a mão estendida, recebeu um gesto negativo feito pelo balançar de minha cabeça enquanto ainda cantarolava a tal música do rádio. Como em um gesto de compreensão, recebi um sorrido simpático em troca no meu “não”, embora eu até tivesse uma dessas coisas denominadas “moedas” no fundo da bolsa amarela, mas medíocre que fui nem me dei ao trabalho. Voltando-se ao carro ao lado, um Mercedes com um cinqüentão no comando, estendeu a mão novamente, e nesse momento chegou aos meus ouvidos “E você cara, não tem uma moeda pra me dar não?”. Surpresa com o que acabara de ouvir do playboy de meia idade, voltei meu olhar rapidamente para o Sr. Olhos Claros que retirando um punhado de moedas do bolso ofereceu sua mão aberta em direção ao Mercedes dizendo: “Pode pegar, quem pede também pode ajudar!!!” Meus olhos imediatamente se encheram de lágrimas e foi naquele momento que percebi o quanto fui mesquinha. Eu, que não abro mão do peru de natal, dos ovos de páscoa, dos presentes de aniversário. Eu, que por tantas vezes coloquei meu orgulho acima de tudo, que não abri mão das minhas vontades por nada nem por ninguém. Eu, que tenho tudo o que é necessário para uma vida plena e feliz, não tive naquele momento a humildade do nobre senhor.

O sinal ficou verde e só percebi quando o motoqueiro me xingou. Em meio a tantas buzinas, engatei a primeira e sumi na multidão dos carros deixando pra trás a melhor oportunidade de agradecer alguém por uma ótima lição.

Bruna Redoschi.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

De olhos fechados

Apagaram-se todas as luzes. Sem rumo e sem direção me perco pelos becos escuros da incerteza e indecisão. O muro que separa a tal famosa “liberdade” de algo denominado “correto”, é alto demais, e minha labirintite faz com que o medo de pular se torne um tanto quanto maior. O receio de uma queda fatal, infelizmente não impede que ocorram pequenas fraturas todos os dias. E tenha certeza, já há muito em pedaços. Não sei mais se essa dor que persiste vai cessar algum dia, a única certeza que tenho é que essa alta dose de coragem que tomo diariamente, não surti mais efeito. Entre tropeços e colisões, tento encontrar em meio a esse blecaute de emoções a porta certa para abrir, no entanto, essa altíssima transmissão de sinapses que ocorre a todo o instante, me causou uma amnésia temporária que me impede de saber qual o real significado da palavra “correto”. O tic-tac do relógio continua, e seus ponteiros não param de correr embora eu ainda esteja com meus pés cravados no chão.

Bruna Redoschi

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Apesar dos pesares

Dentro da caixinha azul, há muito esquecida por mim, dormem em um sono eterno as lembranças de um tempo esquecido. Em papéis amarelados e surrados pelo tempo, consigo ainda juntar as palavras que, em letra de forma, prometem um “pra sempre” que jamais existiu. Perguntas que ficaram sem respostas, juras que ainda estão por se cumprir, planos de um futuro próximo que se tornou inatingível. Não vou dizer que não dói mais, pois soaria falso, porém asseguro que faz parte de um passado distante. Distante do tempo, porém perto demais... Os borrões de tinta num pedaço de papel retangular, trazem a tona emoções contidas pela incerteza, que aos poucos se transformam em um líquido salgado deslizando pela face.

Hoje, apesar dos pesares, tenho a certeza de que o caminho curto da felicidade que transformou-se na viagem longa de uma busca incessante por algo incerto, está repleto de flores.

E confesso: esse caminho continuará a ser percorrido.

Bruna Redoschi

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sobrevivendo

Sai da atmosfera atravessando as fossas nasais, a faringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos chegando finalmente aos alvéolos, onde penetra no sangue e é levado pela corrente sanguínea a todos os órgãos que me mantém em pleno funcionamento, e retorna aos alvéolos como gás carbônico sendo devolvido a atmosfera. Esse elemento químico presente na forma de gás incolor e inodoro que representa 20% da composição da atmosfera terrestre e que é caracterizado pelo símbolo O com número atômico 8 e massa atômica 16u, está ausente no meu organismo. Sudorese, taquicardia, cianose... onde está meu oxigênio??? A saturação está abaixo de 90%, os batimentos cardíacos estão sumindo...estou morrendo!!! No eletrocardiograma vejo as ondinhas subindo e descendo e ainda consigo ouvir o som do desespero... pi...pi...pi...pi... Esse apito, a certeza do coração batendo. No monitor as ondas diminuem, e os números que antecedem a sigla bpm continuam caindo. Me lembro dos momentos bons e das pessoas queridas que tanto amei por toda a minha vida. A história da minha trajetória na terra passa em segundos pela minha mente, e não consigo conter a emoção deixando a lágrima cair. Não tenho forças, mas preciso lutar. Não quero me despedir ainda. A vontade de viver dá a coragem de tentar. Tento respirar e agora sinto o ar. Os batimentos cardíacos estão subindo e a saturação normalizou. Estou vivo!!!!!!

Nossa vida é como as ondas do eletrocardiograma, sempre haverá altos e baixos, e dê graças a Deus por isso, pois quando a linha da nossa vida estiver reta, é esse barulho que iremos ouvir: piiiiiiiii..............


Bruna Redoschi.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Em Cartaz!

Não há um texto, uma fala, uma prosa, um verso, muito menos um roteiro a seguir. Vivo do improviso... do imprevisto. Cena 1: maternidade. Cena x: sete palmos abaixo da terra. Entre as duas cenas, atos e mais atos de pura comédia, drama, romance, aventura, tragédia... tudo embaralhado em uma única trama. Local? Planeta terra. Autor? Alguém que talvez um dia descobriremos quem é. Personagens? Cidadãos do bem, indivíduos do mal, anjos da guarda, fada madrinha, príncipe encantado, líder de torcida, capitão do time e aquele garoto que iria mudar o mundo. Muitos e muitos figurantes que circulam sem um destino aparente, sem um passado, futuro ou presente. Figurinista? Talvez o Sr. Gucci ou a Sra. Opera Rock... mas, devido a falta de patrocínio me contento com o auxílio das Sras. Marisa e C&A.

Os ingressos são gratuitos, e não há poltrona marcada. O espetáculo já começou, mas quem sabe quando acabará? Estará em cartaz por apenas uma vida, então, se apresse! Você pode escolher: ser um mero expectador ou fazer parte dessa arte insana que consiste em minha vida!

Por favor, não aplaudam. A luz geral ainda não se acendeu e as cortinas permanecem abertas.

Agradecimentos especiais: SATED da Vida.

Bruna Redoschi.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Só por hoje

Minhas palavras já não chegam aos seus ouvidos e a sensação que tenho é que me encontro a anos luz do seu olhar. Invisível. Assim estou perante a ti. Um nada esparramado pelo ar sendo jogado de um lado para o outro conforme sopra o vento. “Será que você ainda pensa em mim?”. Não, a pergunta correta seria: “Será que algum dia pensou?”. É estranho imaginar se as pessoas pensam em ti, se elas se importam contigo e o quanto você é ou não necessária na vida delas. É tão mais fácil acreditar que você faz a diferença na vida de alguém, e quando te jogam na cara o quanto você não faz a menor falta, dói muito. Essa indiferença por aquele que te tem com carinho é intragável. A retribuição do sentimento ofertado é o mínimo de agradecimento esperado, e pode ser feito através de um sorriso amável e sincero. Ninguém fica mais pobre doando um sentimento, mas com certeza a pessoa que o recebe se torna muito mais rica. Assim como o corpo se alimenta de animais e vegetais e a mente se nutri de informações, a alma também necessita do seu sustento... sentimentos e emoções!!!
Não é preciso ser rico pra ajudar alguém, nem ser pobre pra pedir socorro. Não tenha medo de oferecer alegria, carinho, amor, paixão, afeto... eles são infinitos dentro do coração de cada um.

Não sou rica, e sei que posso ajudar. Não sou pobre, mas grito desesperadamente a você por socorro.

Só por hoje, ajude a salvar uma alma!!!

Bruna Redoschi.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

UM DIA UM ADEUS

Rasguei os planos, os sonhos e as ilusões em mim. Fugi da realidade arrancando páginas inteiras da minha vida. Visitei lugares proibidos e degustei os mais variados sabores de saudade. Presenciei o desaparecimento de vidas inteiras e deixei pra sempre a estação paraíso. Já corri demais. Hoje, permaneço imóvel no mesmo lugar... no mesmo olhar. Os segundos a mais, são momentos a menos e os dias acabam por se tornar uma verdadeira roleta russa.

As lágrimas deixaram marcas que o tempo se encarrega de curar. Tempo este, que insiste em me doar os sinais físicos de que a vida passa. E passa depressa.
Minha herança? Meu sorriso, minha alegria. Meu pedido? Não me esqueça. Meu desejo? Seja feliz. Meu maior orgulho? Você ter feito parte da minha vida.

Esperanças não morrem assim.

Ainda é cedo pra dizer adeus, mas nunca é tarde demais...

Obs: Esse texto é para todas as pessoas que o lerem. Interpretem como quiserem!

= )

Bruna Redoschi.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nada de Novo

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta. Ele toca. São 6:00h da manhã. Um salto da cama direto pro chuveiro. Abre, abre, abre. Molha o cabelo. Shampoo, condicionador, espuma no corpo inteiro. Enxágua. Fecha, fecha, fecha. Seca o corpo, veste a roupa, penteia o cabelo. Escova os dentes, coloca o brinco, a pulseira e o escapulário. Ahh, não pode esquecer o sapato. Pega a bolsa, as chaves e o celular. Desce as escadas correndo. 7:20h. Atrasada. Dirige, dirige, dirige. Estacionamento e subo a ladeira correndo. Clínica. Final do seminário e finalmente começa o dia. Paciente 1, 2, 3 e 4. Meio dia. Evolução do prontuário dos pacientes. 13:00h. Chego em casa. Almoço pronto. Barriga cheia, computador ligado, TCC. Escreve, escreve, escreve. Passa o dia. Conversa vai, conversa vem no msn. Chega a noite. Jantar, banho e sonhar com os anjos.

Todos os dias a mesmice de sempre. Nada de novo. Nenhuma briga, nenhuma novidade, nenhuma surpresa. A única coisa que se difere de um dia para o outro é o noticiário do Datena. Um dia assalto, outro seqüestro, incêndio na fábrica ou na favela, e a população protestando contra as enchentes.

Assim passa um dia, outro e mais outro...

Sem perceber chega o final do ano e começa tudo de novo!

Bruna Redoschi.

sábado, 18 de abril de 2009

Sinto sua Falta

Hoje chorei pensando em você.

Pensando nos momentos que não vivemos, nas broncas e conselhos que você não me deu, nos dias felizes que não passamos juntos, nas conquistas da minha vida que você não participou, nas festinhas da escola que você não foi, no presente e no parabéns que você não me deu.
Cheguei a imaginar o que você teria me dito quando comecei a namorar, quando passei no vestibular, quando tirei habilitação, quando cheguei em casa as 5 da manhã, quando fui morar fora do país por um mês e quando disse que iria casar!
Tantas coisas que não fizemos, não dissemos e não mostramos um para o outro. Tantos planos que você tinha para o futuro, o seu e o meu, que ficaram por se realizar. Tantos lugares que com certeza você queria me levar, e outros mais que conheceríamos juntos.

Sinto sua falta, todos os dias e em todos os momentos.

Papai do céu, sei que tudo o que o senhor faz, é de alguma maneira, para o nosso bem ou para nos ensinar algo na vida. Lhe peço apenas uma coisa: que cuide bem deste meu outro pai que está com o senhor, e que vocês continuem olhando por mim... sempre!!!

AMÉM!

Bruna Redoschi

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Versões

Sim, você é importante. Percebi hoje o quanto podemos gostar de uma pessoa mesmo sem conhecê-la a muito tempo. Acho justo colocar isso por escrito pra nunca mais ser esquecido. Mais que justo, acho justíssimoooo!!! Há tempos não conhecia alguém assim, tão parecido e ao mesmo tempo tão diferente de mim. Sexo masculino x sexo feminino, 1,84 x 1,70, corpo atlético x corpo mediano, leão x escorpião, tatuagem x medo de agulha, comunicação x saúde, Corinthians x São Paulo. Rsrsrs... Muuuito diferentes, mas muuuito parecidos. Paixão pela música e pela arte, desejo de estar no degrau mais alto do podium da vida, caminhos difíceis porém não impossíveis, olhar atento, afinidade com a escrita, viagens no pensamento e escapulário no peito a espera do amanhã.

Dois 50%..... = 100%!!!!

Obrigado versão masculina.

Bruna Redoschi.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Em busca do eu

Fui alvo de intrigas, brigas e discussões.
Fui querida por muitos e odiada por outros tantos.
Já estive nos corações, nos sonhos, nas lembranças e nas orações.
Já se preocuparam comigo e não quiseram me ver nem pintada de ouro.
Já fui lembrada no natal, na páscoa e no aniversário, mas também já fui esquecida por 365 dias. Fui jogada pra escanteio e recrutada em outro jogo.
Já fui a amiga, a ficante, a irmã de coração e a prima distante.
Fui a esperança e a desilusão, o amor eterno e os pedaços do coração.
Fui a mão estendida e o ombro amigo, mas também fui o buraco fundo no chão.
Já fui o mundo e o nada também...

Agora, busco em uma caminhada infinita o que realmente sou.... pra mim, e pra todos.


Bruna Redoschi.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O trimmm do celular

Como é agonizante esperar o toque do telefone. Mais ainda quando ele finalmente vem, mas não é quem esperávamos. Passar o dia inteiro pensando... será que vai ligar? E a cada dez minutos olhar o visor do celular pra verificar se ainda há sinal. Pior, ficar vários minutos em frente ao espelho ensaiando o que falar, como dizer, qual será o tom da risada... Bobagem, nada disso ensaiado é o que agente acaba falando na hora. O nervosismo toma conta, agente gagueja, dá um branco! A ligação que era pra durar hoooooras pelas suas contas e quantidade de assunto em mente, acaba durando apenas alguns instantes. O coração dispara, as mãos tremem e soam frio, a voz sai horrível e agente sempre acaba falando alguma coisa que quando terminamos de dizer, pensamos: “de onde eu tirei isso...???”.

Não gosto das frases pré determinadas, do texto ensaiado vírgula por vírgula com pausa pra respiração. Gosto da espontaneidade, de dizer o que vem na cabeça e no coração a qualquer hora e seja pra quem for. Ver a reação do outro ao ouvir algo inesperado, e perceber a minha própria reação ao tomar consciência do que disse.
Já está tarde... a ligação ainda não veio. Mas nunca deixo de acreditar no toque do celular.

Bruna Redoschi

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Estar Só

Se eu pudesse, neste exato momento, escolher o que ser e onde estar, escolheria ser ninguém em lugar algum. Estar longe de todos os barulhos e ruídos, de todas as pessoas e animais. Estar só. Sentada em um banco envolta de idéias e pensamentos, de sonhos a serem realizados. Estar com o pensamento distante, nem no passado e muito menos no que há por vir. Quero o silêncio, a calmaria, a paz de espírito de que todos falam. Poder sorrir sem ser questionada da minha alegria, e talvez chorar, sim, chorar mesmo sem um motivo aparente. Sentir a sensação do vento gelado no rosto misturado com o calor do sol que reflete em meus olhos. Ver o tempo passar, e passar bem devagar... Estar distante das obrigações, das satisfações a serem dadas, das perguntas, das respostas que tanto quero ouvir mas que a sensação de medo me impede. Alegria, tristeza, medo, insegurança, felicidade, amor, amizade, carinho e afeição... são sentimentos que se misturam em um grande caldeirão de emoções dentro do meu coração, e que se tornam indecifráveis na sua individualidade. Não faço a menor idéia se isso faz algum sentido, mas com certeza neste momento, não possuo sentido algum.
Bruna Redoschi

domingo, 5 de abril de 2009

Invenção

Eu sei. As coisas nem sempre são como gostaríamos que fosse. Não podemos ter tudo o que queremos, e também não podemos ser tudo o que gostaríamos. Isso porque o tempo é curto demais para todas as nossas vontades. Vinte e quatro horas. O que é isso pra quem tem que ir pra faculdade, trabalhar, fazer os trabalhos da facul, estudar para as provas e ainda arranjar tempo pra namorar, sair com os amigos, tomar banho, fazer as unhas, cortar o cabelo, comer, beber, usar o banheiro... Sempre parece que não temos tempo pra nada. Que o nosso dia, nossa semana, nosso mês e até mesmo nosso ano, está lotado de obrigações do dia a dia. Tem gente que reclama, outras, agradecem por terem seus dias ocupados sempre. Eu? Não reclamo, não. Gosto da vida corrida, da adrenalina. Gosto de ter sempre o que fazer. Mas não basta ter apenas o que fazer. Tem que haver alguém com quem fazer. Já pensou se tivéssemos que fazer tudo sozinhos? Que chatice!!! Não ter companhia para ir ao shopping, ao teatro, ao barzinho. Não ter com quem conversar, desabafar, tomar um café da tarde, ir a pizzaria, comentar sobre um filme recém assistido. Seria chato, monótono, triste. Triste por não ter com quem dividir a vida. Há muitos e muitos anos atrás, alguém pensou sobre isso... e então, inventou o Amigo!!!
Bruna Redoschi

Amor e Amizade... Juntos de Mãos Dadas

Perguntei a um sábio,a diferença que havia entre amor e amizade, ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas, a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.
O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira.
Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração.

William Shakespeare

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Simples Assim

Agradeço a você...
por fazer a minha barriga doer de tanto rir,
por me dizer que estou errada quando meus olhos só enxergam meu orgulho,
por enxugar minhas lágrimas quando penso não ter mais concerto pro meu coração,
pelas palavras doces acompanhadas do afago nos cabelos,
pelos momentos de alegria que jamais se apagarão,
pelo café quentinho na manhã seguinte da balada,
pelo sorriso sincero quando brinco de dizer verdades,
pelo abraço apertado quando penso estar sozinha,
pelo banho de champanhe nas minhas conquistas,
pela mão estendida quando estou diminuída,
por me olhar nos olhos e não sentir vergonha disso,
por andar ao meu lado por toda a minha vida,
por me seguir diante da despedida,
por me ligar apenas pra dizer bom dia,
por perguntar: como foi seu dia?

Bruna Redoschi

quinta-feira, 2 de abril de 2009

EU

Sou a menina do cabelo comprido,
do sorriso sem jeito,
do olhar mais distante,
da coragem sem medo.

Das frases sem nexo,
das piadas sem graça,
do andar esquisito,
das pernas tão magras.

Dos lábios macios,
do abraço apertado,
do carinho gentil,
do choro dobrado.

Da verdade infinita,
da palavra espontânea,
da sinceridade bem dita,
da atitude insana.

Sou a menina mulher,
que ainda não sabe o que quer,
mas que com o sorriso na cara,
enfrenta qualquer batalha.

Bruna Redoschi.

Talvez sim... talvez NÃO

NÃO. Quem inventou essa palavra tão pessimista e ao mesmo tempo tão usadas pra tudo e por todos? Desde pequenos ouvimos essa palavra que aliás é uma das primeiras que aprendemos a falar. Filho, não pode mexer aí. Não xingue seu irmão. Não brigue com a sua prima. Agora não. Hoje não. Eu já disse que NÃO!!! Essa palavra que é tão usada para educar as crianças, na infância, acaba servindo mais tarde para fragilizar a nós mesmos, para nos rebaixar, nos subestimar... eu não posso, não consigo, não sou capaz, não dou conta, não sirvo pra isso. Por que não? Estamos tão acostumados a ser sempre tão negativos com tudo... com as pessoas, com as situações, com o dia, com o futuro. Algumas vezes reprovamos alguém que acabamos de conhecer, mesmo sem conhecê-la direito. Quantas vezes já fomos a um lugar e nos apresentaram a alguém que NÃO gostamos logo de cara? A desculpa sempre é: o santo NÃO bateu. Quantas vezes já ficamos sabendo que um conhecido está hospitalizado por um motivo incomum e a primeira coisa que vem no pensamento é: NÃO vai sobreviver. Quantas noites vimos o céu meio avermelhado e dissemos: amanhã NÃO fará sol. Quantas outras vezes já subestimamos o futuro dizendo: NÃO chegarei a essa idade.
Por que as pessoas tem sempre que nos dizer o que NÃO podemos fazer, ou dizer, ou pensar... Por que NÃO podemos ser isso ou aquilo? Por que temos que escolher um só e NÃO podemos escolher tudo? Por que NÃO podemos fugir das regras impostas pela sociedade sobre o certo e o errado?

Talvez isso tudo NÃO faça nenhum sentido... talvez SIM!
Bruna Redoschi

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ELE: O personagem principal

Vejo nele um rostinho bonito, um andar elegante, um olhar meio tímido e um sorriso brilhante. Vejo a simplicidade dos gestos, a beleza das formas, a riqueza das palavras... Mais do que isso, vejo a coragem de enfrentar com a vontade de vencer sem medo de errar! Vejo um guerreiro caminhando em busca de seus sonhos, ganhando batalhas algumas vezes, outras não, porém sempre levantando de suas quedas com a cabeça erguida e com o olhar fixo no horizonte, sempre com a certeza de que um dia ganhará essa guerra. Vejo nele um médico, um engenheiro, um eletricista, um gari, um palhaço, um aviador... vejo ele!!! Vejo ele por de trás da maquiagem, do figurino, da máscara... do personagem. Vejo ele assim como ele é, quando se fecham as cortinas... com sentimentos, vontades, desejos, angústias, medos, alegrias e tristezas.
Afinal, esse é um personagem que ele nunca deixará de ser, mesmo depois que o espetáculo acabar e as cortinas se fecharem!!!

Bruna Redoschi

terça-feira, 31 de março de 2009

Tempo

É incrível como sofremos tanto pelo passado. Pelas pessoas queridas que ficaram para trás, pelos amigos que se perderam no tempo, pelas histórias vividas que não voltam mais, pelos amores que não veremos jamais. É difícil esquecer aquele amigo que nos fazia cafuné e trazia uma xícara de café quando nossa vida parecia não fazer mais sentido. É impossível esquecer aquela pessoa que arrancou da gente tanta risada fazendo palhaçadas, simplesmente para que a lágrima parasse de rolar. É horrível pensar que aquele dia interminável na piscina, ao lado dos amigos, competindo para ver quem conseguia ficar mais tempo embaixo d'água, aquele dia não volta mais.
A vida é um milagre que se esconde atrás das coisas mais simples, como contar estrelas deitado no centro do campo de futebol em noite de lua cheia, ou até mesmo como nadar nas águas geladas da cachoeira assistindo de camarote o deslumbrante pôr-do-sol.
A vida é um milagre, uma dádiva, um espetáculo, uma chance... uma chance de viver intensamente todos os momentos, apreciando cada instante.
O passado já não volta e o futuro é incerto demais. O que nos resta é o presente. E como o nome já diz, aproveite o PRESENTE que Deus lhe deu e procure fazer o melhor... o melhor de você, o melhor pra você!!!!
Bruna Redoschi.

Um Olhar: O espelho da Alma

Todos os dias nos vemos conversando com diversas pessoas... com nossos pais, nossos amigos, com o cara da padaria e da banca de jornal, com o carteiro e o eletricista, com o motorista e o cobrador... Porém, quantas vezes por dia paramos em frente a uma pessoa e simplesmente olhamos em seus olhos? Sem dizer uma palavra, sem fazer um gesto, sem desviar o olhar para onde quer que seja. Olhar... simplesmente olhar bem fundo nos olhos do outro. Pois é, não fazemos isso. É constrangedor, invasivo, sem jeito, vergonhoso... é verdadeiro! É buscar no olhar um sentimento, uma angustia, uma alegria, uma dor, um momento. Com o olhar dizemos coisas que não saem nas palavras, pois nos falta coragem. Por isso é tão difícil olhar nos olhos de alguém, é se expor demais... Quantas vezes paramos em frente ao espelho e olhamos fundo dentro de nossos próprios olhos??? Pois é. Se nós mesmos temos medo de descobrir o que está guardado dentro de nós, nunca poderemos mostrar aos outros o que temos de melhor.

Exercite sua coragem.
É simples, basta olhar nos olhos de alguém!!!
(Bruna Redoschi)